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sexta-feira, 13 de julho de 2012
Fracasso da Rio+20
Frei Betto
Não falta dinheiro para salvar bancos. Para salvar a humanidade e a natureza, nem um tostão
Terminou em fracasso a Conferência da ONU para o Desenvolvimento Sustentável. Foram gastos US$ 150 milhões para promovê-la. Dinheiro jogado fora. Teria sido melhor utilizado na preservação de florestas.
O documento final, aprovado por 193 países, é pífio. Como nenhum país, sobretudo os mais ricos, queria se comprometer com medidas a curto prazo, o texto sofreu tantos cortes, para não desagradar a ninguém, que desagradou até mesmo o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon – que depois, pressionado pelo Brasil, voltou atrás e defendeu o documento, que não levou em conta as sugestões da sociedade civil.
Nada de concreto foi decidido, todos os compromissos pela sustentabilidade ficaram para depois... Acordou-se que, no ano que vem, serão definidos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Em 2014, a resolução de onde virão os recursos para financiá-los. E a partir de 2015 devem ser implementados.
O evento se equipara à crônica de uma morte anunciada. Os líderes dos países ricos viraram as costas à Rio+20. Obama não veio. E ainda teve o descaramento de enviar sua Secretária de Estado, Hillary Clinton, apenas no último dia, quando tudo já estava debatido e aprovado.
Em discurso inócuo, ela anunciou que os EUA destinarão US$ 20 milhões de dólares à proteção ambiental de países da África. Uma esmola, sobretudo considerando que os EUA figuram, ao lado da China, como principal culpado pela degradação da natureza.
O que a Rio-92 representou de avanço, a Rio+20 representa de retrocesso. Em 1992 foram aprovadas a Carta da Terra, a Agenda 21 e três importantes convenções: biodiversidade, desertificação e mudanças climáticas. A partir de então, muitos países criaram ministérios do meio ambiente.
O entusiasmo durou dez anos. Em 2002, na Conferência de Johannesburgo, os governos se recusaram a prestar contas do que haviam acordado no Rio. Já tinham constatado que não há compatibilidade entre preservação ambiental e modelo de desenvolvimento – predador e excludente - centrado na acumulação privada do capital. Tivemos então dez anos (2002-2012) de conversa fiada.
A Rio+20 propôs aos governos, via G-77 (grupo dos países menos desenvolvidos), criarem um fundo de US$ 30 bilhões para financiar iniciativas de sustentabilidade em seus países. A proposta não foi aprovada. Ninguém mexeu no bolso. Isso uma semana depois de o G-20, no México, destinar US$ 456 bilhões para tentar sanar a crise na zona do euro.
Não falta dinheiro para salvar bancos. Para salvar a humanidade e a natureza, nem um tostão. Os donos do mundo e do dinheiro vivem na ilusão de que a nave espacial chamada Planeta Terra possui, como os voos internacionais, primeira classe e classe executiva.
O fato é que os governos, com raras exceções, não estão interessados em investir na sustentabilidade. Isso depende de um esforço a médio e longo prazos. E governos buscam resultados propagáveis nas próximas eleições.
Sustentabilidade é como saneamento. Segundo o Ministério das Cidades, 57% da população brasileira não têm esgoto coletado. Como esgoto passa por debaixo do solo, nossos políticos dão as costas, interessados no que traz visibilidade.
Os governos querem desenvolvimento entendido como multiplicação do capital. Nada de proteger a biodiversidade.
A voracidade do capital venceu na Rio+20. Hoje, 7 bilhões de pessoas sobrevivem consumindo um planeta e meio. Em breve, chegaremos a dois planetas. Como os recursos naturais são limitados, as gerações futuras correm o sério risco de padecerem a carência de bens essenciais, como água e alimentos.
A chuva que caiu sobre o Rio durante o evento era como lágrimas de Gaia que, com certeza, tinha esperança de que a Rio+20 a livrasse do estupro que sofre em mãos de quem procura apenas tirar proveito dela, indiferente aos direitos das gerações futuras.
Valeu estar ali e participar da Cúpula dos Povos, onde povos indígenas se misturavam com ambientalistas, jovens e crianças, para preservar ao menos a esperança de que vale a pena lutar por um outro mundo possível e sustentável.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Se julgar...(Por Ricardo Sá - Comunidade Canção Nova)
Refletir sobre nossas fraquezas é coisa de que não gostamos de fazer! Sempre que nos deparamos com alguma limitação, nossa maior tendência é dar um jeito de consertar a situação, livrar-nos da insegurança que ela provoca e, infelizmente, esperar que qualquer outra fraqueza apareça e nos faça sofrer de novo!
É que nos falta reflexão! Falta-nos coragem e maturidade para olhar o que é fraco em nós – como indicadores de campos de trabalho – e não como fracassos!
Exatamente por isso é que talvez você nunca tenha pensado que, todas as vezes em que você julga alguém, na verdade, você está também demonstrando quem você é.
Por favor, reflita e aprenda a refletir!
Agora vamos rezar juntos? Clique no blog.cancaonova.com/ricardosa.
Seu irmão,
Ricardo Sá
É que nos falta reflexão! Falta-nos coragem e maturidade para olhar o que é fraco em nós – como indicadores de campos de trabalho – e não como fracassos!
Exatamente por isso é que talvez você nunca tenha pensado que, todas as vezes em que você julga alguém, na verdade, você está também demonstrando quem você é.
Por favor, reflita e aprenda a refletir!
Agora vamos rezar juntos? Clique no blog.cancaonova.com/ricardosa.
Seu irmão,
Ricardo Sá
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Apresentado ao Papa estudo sobre células-tronco adultas
Altera letra Quarta-feira, 27 de junho de 2012, 16h51
Da Redação, com Rádio Vaticano
Foi apresentada nesta quarta-feira, 27, ao Papa Bento XVI a primeira cópia do volume "Our Stem Cells: The Mistery of Life and Secrets of Healing" (Nossas Células-Tronco: o Mistério da Vida e os Segredos da Cura). Trata-se de um texto inovador para a pesquisa sobre células-tronco adultas, que estuda as possíveis terapias graças à sua utilização no campo médico, bem como as suas possíveis implicações culturais e éticas.
De fato, trata-se de uma obra única, resultado da colaboração entre o Pontifício Conselho para a Cultura – mediante a sua fundação caritativa STOQ International – e a "Stem for Life Foundation".
Leia mais
.: Frei Moser comenta uso de células-tronco em pesquisas
.: "Células-tronco adultas são o futuro", afirma cientista
.: Por que a Igreja é contra o uso de células embrionárias?
O texto, que estará disponível até o final do ano, contém um discurso de Bento XVI, no qual exorta a um apoio e a uma sensibilização maiores aos progressos na pesquisa sobre as células-tronco adultas, a fim de aliviar os sofrimentos humanos.
Especificamente, o estudo examina os conceitos discutidos na I Conferência internacional sobre células-tronco adultas, realizada no Vaticano em novembro do ano passado, e oferece ao leitor um panorama fascinante e completo do seu papel vital no futuro da medicina regenerativa, incluindo a sua capacidade de robustecer o coração e órgãos danificados, restituir a visão, eliminar o câncer, curar o diabetes, as queimaduras e estagnar a evolução de doenças degenerativas como o Alzheimer, a esclerose múltipla e o morbo de Lou Gehrig.
"O livro – rico de casos reais – não fala somente do bom êxito da nossa parceria histórica com o Vaticano, mas lança as bases para os nossos próximos encontros", afirmou a administradora-delegada da NeoStem e presidente da Stem for Life Foundation, Robin Smith.
Com os mesmos sentimentos, Monsenhor Tomasz Trafny, do Pontifício Conselho para a Cultura, se diz convencido de que o volume pode promover um diálogo intenso entre a comunidade científica e a comunidade religiosa no seio da importante moldura da busca da verdade e dos mais altos valores éticos.
"Fazemos votos de que possa contribuir para educar as pessoas do mundo inteiro sobre a importância de uma pesquisa científica ética, e ajudá-las a entender que não é necessário escolher entre a própria fé e a ciência, mas que, na realidade, as duas podem trabalhar juntas para melhorar a humanidade profundamente", conclui monsenhor Trafny.
Da Redação, com Rádio Vaticano
Foi apresentada nesta quarta-feira, 27, ao Papa Bento XVI a primeira cópia do volume "Our Stem Cells: The Mistery of Life and Secrets of Healing" (Nossas Células-Tronco: o Mistério da Vida e os Segredos da Cura). Trata-se de um texto inovador para a pesquisa sobre células-tronco adultas, que estuda as possíveis terapias graças à sua utilização no campo médico, bem como as suas possíveis implicações culturais e éticas.
De fato, trata-se de uma obra única, resultado da colaboração entre o Pontifício Conselho para a Cultura – mediante a sua fundação caritativa STOQ International – e a "Stem for Life Foundation".
Leia mais
.: Frei Moser comenta uso de células-tronco em pesquisas
.: "Células-tronco adultas são o futuro", afirma cientista
.: Por que a Igreja é contra o uso de células embrionárias?
O texto, que estará disponível até o final do ano, contém um discurso de Bento XVI, no qual exorta a um apoio e a uma sensibilização maiores aos progressos na pesquisa sobre as células-tronco adultas, a fim de aliviar os sofrimentos humanos.
Especificamente, o estudo examina os conceitos discutidos na I Conferência internacional sobre células-tronco adultas, realizada no Vaticano em novembro do ano passado, e oferece ao leitor um panorama fascinante e completo do seu papel vital no futuro da medicina regenerativa, incluindo a sua capacidade de robustecer o coração e órgãos danificados, restituir a visão, eliminar o câncer, curar o diabetes, as queimaduras e estagnar a evolução de doenças degenerativas como o Alzheimer, a esclerose múltipla e o morbo de Lou Gehrig.
"O livro – rico de casos reais – não fala somente do bom êxito da nossa parceria histórica com o Vaticano, mas lança as bases para os nossos próximos encontros", afirmou a administradora-delegada da NeoStem e presidente da Stem for Life Foundation, Robin Smith.
Com os mesmos sentimentos, Monsenhor Tomasz Trafny, do Pontifício Conselho para a Cultura, se diz convencido de que o volume pode promover um diálogo intenso entre a comunidade científica e a comunidade religiosa no seio da importante moldura da busca da verdade e dos mais altos valores éticos.
"Fazemos votos de que possa contribuir para educar as pessoas do mundo inteiro sobre a importância de uma pesquisa científica ética, e ajudá-las a entender que não é necessário escolher entre a própria fé e a ciência, mas que, na realidade, as duas podem trabalhar juntas para melhorar a humanidade profundamente", conclui monsenhor Trafny.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Dom Odilo participa dos debates nos próximos dias 20 e 22.
Jéssica Marçal, com colaboração de Otávio Baldim
Da Redação
Arquivo''Nós partimos do princípio da nossa fé em Deus criador. Deus viu que era bom, então se é bom nós devemos tratar bem'', diz Dom OdiloEnviado especial para a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), o cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, acredita que a Igreja vai poder contribuir dando sequência ao trabalho que já realiza: ajudar o ser humano a ter uma consciência mais clara sobre sua relação com a natureza. A Conferência está sendo realizada no Rio de Janeiro (RJ) de 13 a 22 de junho deste ano.
Dom Odilo participa dos debates nos próximos dias 20 e 22. Nesse período, será realizado o Segmento de Alto Nível da Conferência, com a presença de representantes de vários países do mundo. Ele disse que a palavra da Igreja é apreciada, mesmo diante do fato de que nem sempre todos a levem em conta. O cardeal enfatizou que a Santa Sé tem sim um peso nas discussões e que vai fazer a sua parte, dando a contribuição da Igreja.
Veja abaixo a íntegra da entrevista que Dom Odilo concedeu ao repórter Otávio Baldim.
noticias.cancaonova.com - Como o senhor vê a possibilidade de representar o Papa Bento XVI na Rio+20?
Dom Odilo Pedro Scherer – Pra mim foi, naturalmente, motivo de grande alegria, e ao mesmo tempo uma responsabilidade grande de estar representando a Santa Sé como enviado especial e ao mesmo tempo chefiando a delegação da Santa Sé para a Conferência Rio+20. Eu, naturalmente, não estarei sozinho, mas com toda uma delegação de diplomatas e estudiosos que vão estar nesta comitiva, digamos assim, dessa delegação da Santa Sé. Eles já estão acompanhando todas essas questões, a organização da Cúpula Rio+20 e, ao mesmo tempo, os assuntos tratados há mais tempo e com todo conhecimento das várias implicações, dos discursos, das posições que ali vão aparecer. Evidentemente, vão ajudar para que agente possa estar ali apresentando e representando a posição da Santa Sé, da Igreja e, em última análise, em relação às várias questões tratadas.
noticias.cancaonova.com – Como a Igreja espera contribuir para a Rio+20?
Dom Odilo – Nós esperamos continuar a fazer aquilo que já estamos fazendo, que a Igreja está fazendo ajudando a sociedade e a humanidade, primeiramente, a ter uma consciência mais clara sobre a relação com a natureza, como ela deve ser. Nós partimos do princípio da nossa fé em Deus criador. Deus viu que era bom, então se é bom nós devemos tratar bem. Se é obra de Deus nós devemos, portanto, valorizá-la, acolhê-la com gratidão, não estragá-la e não desrespeitá-la. Por outro lado, a Igreja, nas questões ambientais, destaca sempre que o homem está no centro. O ser humano deve ser aquele que, de fato e em última análise, é o objeto final das reflexões ambientais. Então não podemos, por exemplo, promover um discurso ambientalista que queira tirar o homem do meio ambiente. Isso seria, do nosso ponto de vista, equivocado. Porém, o ser humano também precisa estar no lugar certo e fazer o que é certo, por isso uma ética correta nas relações com meio ambiente a Igreja também propõe. E a ética é a ética da solidariedade porque nós temos sempre que pensar que não somos os últimos, os únicos a habitar o Planeta Terra. Portanto, esta casa colocada à nossa disposição com todos os seus recursos, a casa que nos hospeda, nos abriga, nos alimenta, esta mesma casa está à nossa disposição agora, mas depois de nós virão outros que também querem usá-la, habitá-la, alegra-se e poder ainda viver bem nesta mesma casa. Então o que nós temos que fazer é pensar nos outros, nunca sozinhos. Um pensamento solidário, este é fundamental quando tratamos das questões ambientais.
noticias.cancaonova.com – O senhor estava falando que o homem não pode esquecer a natureza, até porque ele não conseguiria viver sem os recursos naturais que hoje estão disponíveis, mas não com tanta grandeza como tinha antigamente, não é?
Dom Odilo – Não é que os recursos naturais estão acabando. Eles existem e devem ser zelados. Então o homem, ainda voltando mais uma vez à visão cristã sobre o mundo, o homem e a natureza, o homem foi colocado como um zelador no jardim, no paraíso. Então o homem deve assumir a sua responsabilidade de cuidar bem e não de estragar o jardim, o paraíso terrestre, ou seja, o mundo em que nós vivemos. Por isso o homem está no centro, quer como beneficiado, mas também como responsável para bem cuidar do mundo, justamente na visão solidária de modo que não haja um pensamento e nem uma atitude egoísta em que os bens acabam sendo acumulados apenas em poucas mãos ou para poucos povos e outros fiquem com falta desses bens. Da mesma forma, no futuro poderá haver bens da criação do mundo renováveis, aliás, a maioria dos bens é renovável e nós podemos muito bem viver com eles por muito tempo no Planeta Terra, contanto que nós zelemos pelas condições da vida no planeta, de modo que a nossa terra continue a produzir plantas, frutas, alimentos, sustento para todas as criaturas que aqui vivem e para nós também e que nós não depredemos os recursos naturais tornando inviável a vida para o futuro.
noticias.cancaonova.com – O senhor vai estar participando da Rio+20 entre os dias 20 e 22, que é um dia do segmento do alto nível da Conferência em que estarão participando representantes de vários países do mundo inteiro. O senhor acha que a opinião da Igreja vai ter o mesmo peso da opinião desses representantes?
Dom Odilo – A Santa Sé, representando a Igreja, nós temos que falar que aqui não está presente a Igreja enquanto Igreja, mas está presente o Vaticano representando a Santa Sé, tem uma autoridade moral muito grande. Essa palavra da Igreja é apreciada mesmo que nem sempre todos a levem em conta. Mas a palavra da Igreja representada pela Santa Sé tem um peso e por isso mesmo a Santa Sé não pode deixar de dizer a sua palavra, de apresentar a sua posição. Evidentemente, depois nas decisões as questões são tomadas de acordo com o critério que cada delegação oficial vai ter, as orientações recebidas oficialmente, e aí o voto de todos é igual. Evidentemente que a Santa Sé não deixará de fazer a sua parte.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
Banda revela o que inspirou cada uma das 17 faixas do novo CD
Rosa de Saron
________________________________________
Posted: 25 May 2012 11:42 AM PDT
Como ocorreu no lançamento de Horizonte Distante, a banda preparou pequenos textos explicando a ideia por trás de cada nova canção, para que os fãs possam experimentar junto com o Rosa o sentimento de cada uma delas. Porem, não se deixem acomodar com esses simples releases, afinal sempre é possível encontrar significados não revelados ou melhor que isso, encontrar novos significados a partir de sua experiencia pessoal, particular. Uma interpretação exclusiva sua. Não se deixe prender pelo obvio, sinta-se livre, afianal de contas “O Vento sopra onde quer” Jo 3, 8
01) Autor Desconhecido (Guilherme de Sá)
A música que abre o disco é um protesto ante a corrupção que assola o país. Um Brasil que leva em consideração marchas idealistas, que sai pelas ruas a favor ou contra as quebras de rótulos e que ignora o pai de todos os protestos, que se acomodou atrás de um computador.
Ao ouvir o tragicômico Autor Desconhecido, saiba que tudo pode mudar, desde que você saia da sua zona de conforto.
02) Casino Boulevard (Guilherme de Sá)
“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta que conduz a perdição” Mt 7, 13
A Grande Avenida da Perdição, este é o significado de Casino Boulevard. Para a banda, um cassino é a melhor representação de falsa felicidade, conquistada de maneira rápida e ilusória.
Repleta de ironias em suas frases, esta canção leva o ouvinte a refletir: Qual é o valor das escolhas e as suas consequências? Como agir perante uma sociedade que valoriza o tom da ironia e despreza o canto do coração?
Casino Boulevard fala disto: É preciso vencer o imediatismo a favor de algo duradouro.
03) O Meio e o Fim (Guilherme de Sá)
Infelizmente, a maioria de nós costuma avaliar os proprios erros e pô-los na balança apenas quando nos sentimos ameaçados. Em todas as outras ocasiões, ao vermos algo de desejo no horizonte, queremos que ele seja nosso a qualquer custo.
A frase “Os fins justificam os meios”, de Nicolau Maquiavel, na opinião deste simples autor, é um equívoco.
E se Deus te perguntasse após sua morte: Valeu a pena?
A resposta desta pergunta, no final das nossas vidas, pode nos custar a salvação.
04) Jamais Será Tarde Demais (Guilherme de Sá)
A primeira reação diante de uma dor sempre será o desespero. O remédio contra o desespero chama-se: “Amanhã”.
A letra desta canção é uma palavra de conforto para aqueles que precisam de um abraço e não encontram.
E traz a certeza de algo simples: Deus sempre surpreende. A vida sempre trará algo novo.
05) Máquina do Tempo (Guilherme de Sá)
Por anos, devido à subjetividade das canções do Rosa de Saron, muitos se sentiam mal quando outras pessoas usavam as canções da banda fora do contexto religioso. Isso nunca foi um problema para os integrantes, nunca será um problema cantar o amor. É uma questão de opção.
A letra de Máquina do Tempo é um poema de amor e apenas isto. É uma letra criada para ser cantada de um amor para o outro, sem medo de errar.
Foi a última canção a entrar para o disco e foi também a canção mais rápida criada pelo autor, tanto a letra quanto a melodia e seus arranjos foram feitos em menos de 2 horas, seu recorde
06) Ninguém Mais (Guilherme de Sá)
A letra desta canção é o estilo de composição clássico que marcou a identidade da banda. É o jeito “Rosa de Saron” de escrever.
Foi composta num momento de intimidade com Deus, é uma declaração de amor para Ele e trata a saudade como base lírica. Sempre em busca de uma nova mensagem de Deus, um novo contato com Ele.
07) Vendetta! Vendetta! (Guilherme de Sá /Ricardo Domingues)
Vingança! Vingança! é toda construída sobre Confúcio e reflete Mt 5:39 quando diz: “Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra”, assim como na metáfora: “Se te jogarem uma pedra, retribua com uma flor”
A Terra seria um lugar muito mais belo se soubessemos oferecer outra paisagem perante a face do ódio.
08) Vinte e Seis (Guilherme de Sá)
Poderia ser “Dezesete”, “Trinta e Dois” ou qualquer outro número, Vinte e Seis é um número fictício.
A letra narra a história de uma pessoa que demorou 26 anos para perceber que tudo deu errado. Ao perceber que está sozinho, clama por Deus.
Esta é a história de inúmeras cartas e e-mails que chegam semanalmente à banda. A solidão é um dos piores flagelos da sociedade e por mais que nos sintamos auto-suficientes, há um espaço que só Deus preenche. Esta canção é um clamor por este espaço.
09) Metade de Mim (Guilherme de Sá)
A composição desta letra é uma meditação sobre o Salmo 65, 4 ”Feliz aqueles que vós escolheis e chamais para habitar em vossos átrios”. Embora a palavra “átrios” seja colocada nas escrituras como “A morada de Deus”, o autor convida o ouvinte a ir mais além e considerá-la como “um átrio de um coração”.
Tem todo o arranjo voltado para uma sensação de paz, de calmaria.
Ao ouvir Metade de Mim sinta-se fisicamente ligado a Deus, dentro do seu coração.
Veja a letra dessa música clicando: AQUI
10) Acenda a Luz (Eduardo Faro)
Há momentos onde a imagem que você tem de você mesmo começa a limitar o quanto você deve ser livre para amar e o quanto necessita deixar que você mesmo seja amado por alguém. A falta de amor próprio nos traz uma inércia emocional que é capaz de envenenar nossas relações. O sequestro emocional feito pelas frustrações e inseguranças das pessoas que, insistem em nos convencer que não somos capazes, que não devemos sonhar e realizar nossos sonhos, tenta nos assolar. Mas confie! Deus bate à porta e é preciso abri-la para que ele possa entrar.
11) As Horas (Eduardo Faro)
Num piscar de olhos você verá que a vida passa como um cometa, seus antigos amigos seguem suas caminhadas, outros queridos partem dessa vida e acabamos preenchendo nosso tempo e corações com todas as dores do dia a dia. É preciso restabelecer suas prioridades, viver na verdade, arrumar suas pedras grandes e se preencher de coisas boas. Pois não há tempo a perder neste mundo.
12) Versos (Guilherme de Sá)
Versos é uma oração Mariana composta numa madrugada de chuva. Trata com delicadeza o sentimento de que é preciso cuidar da nossa morada, antes que ela fique vazia e sombria. Cuide bem do que é seu.
13) Rubra Alma (Eduardo Faro / Rogerio Feltrin)
A primeira audição pode soar “apenas” como uma música que fala sobre a importancia de se defender os injustiçados, porem esse apelo ganha dimensão absurdamente maior quando essas vítimas injustiçadas são crianças que sequer tiveram a oportunidade de nascer, que foram assassinadas brutal e covardemente ainda no ventre de suas mães.
Sim, Rubra Alma é uma música anti aborto. Mais que uma denúncia e uma cobrança. Inconcebível um pais predominantemente cristão, por omissão dos mesmos, estar cedendo às pressões de uma minoria pró-aboto.
Por fim, será que quando a canção grita que “um inocente cai” manchando nossas almas de sangue não podemos fazer uma analogia ao proprio Cristo, inocente, assassinado por nós?
14) Até o Fim (Guilherme de Sá)
Esta canção não foi composta para este CD. Até o Fim foi composta pelo autor para sua esposa e a cantou na cerimonia do seu casamento, para ela.
Na última reunião antes das gravações, os outros integrantes pediram ao autor que ela fizesse parte deste disco. Por se tratar de uma música que aborda o matrimônio dentro de valores cristãos que se perderam, como “até que a morte vos separe”, cairia como uma luva no repertório. Afinal, um casamento deveria ser para toda a vida, uma escolha eterna.
Ele aceitou com uma condição: Que fosse mais um presente a ela e para todos os casais que a utilizarão em seus casamentos. É uma romântica canção de amor.
15) Quadro Novo (Rogerio Feltrin)
A música, de maneira simples, humana, tenta expressar o inexprimível: a sensação de paz e presença de Deus que invade a alma quando se está, sozinho, em adoração, numa pequena capela do Santíssimo. É dentro desse contexto que o “personagem” da canção se encontra. Só quem já viveu essa experiencia de estase espiritual vai se identificar com o “personagem”
16) Distante do que Sou (Eduardo Faro)
Você é construído da história que viveu, dos valores das pessoas e cultura do lugar de onde veio. Mas as jornadas e os novos encontros da vida nos trazem novas experiências que a todo o momento estarão nos enriquecendo ou colocando à prova tudo aquilo que somos e acreditamos. Haverá momentos onde será necessário dar um tempo respirar, voltar para casa e restabelecer as ideias, valores e a nossa Fé.
17) Última Lágrima (Eduardo Faro)
Se você não passou por um momento em sua vida, onde tudo pareceu estar desabando aos seus pés e todas as suas certezas se fragilizaram, com certeza um dia vai passar. Então cante essa oração e se deixe inspirar. Pois temos mil razões sinceras para não se entregar até a última lágrima.
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Posted: 25 May 2012 11:42 AM PDT
Como ocorreu no lançamento de Horizonte Distante, a banda preparou pequenos textos explicando a ideia por trás de cada nova canção, para que os fãs possam experimentar junto com o Rosa o sentimento de cada uma delas. Porem, não se deixem acomodar com esses simples releases, afinal sempre é possível encontrar significados não revelados ou melhor que isso, encontrar novos significados a partir de sua experiencia pessoal, particular. Uma interpretação exclusiva sua. Não se deixe prender pelo obvio, sinta-se livre, afianal de contas “O Vento sopra onde quer” Jo 3, 8
01) Autor Desconhecido (Guilherme de Sá)
A música que abre o disco é um protesto ante a corrupção que assola o país. Um Brasil que leva em consideração marchas idealistas, que sai pelas ruas a favor ou contra as quebras de rótulos e que ignora o pai de todos os protestos, que se acomodou atrás de um computador.
Ao ouvir o tragicômico Autor Desconhecido, saiba que tudo pode mudar, desde que você saia da sua zona de conforto.
02) Casino Boulevard (Guilherme de Sá)
“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta que conduz a perdição” Mt 7, 13
A Grande Avenida da Perdição, este é o significado de Casino Boulevard. Para a banda, um cassino é a melhor representação de falsa felicidade, conquistada de maneira rápida e ilusória.
Repleta de ironias em suas frases, esta canção leva o ouvinte a refletir: Qual é o valor das escolhas e as suas consequências? Como agir perante uma sociedade que valoriza o tom da ironia e despreza o canto do coração?
Casino Boulevard fala disto: É preciso vencer o imediatismo a favor de algo duradouro.
03) O Meio e o Fim (Guilherme de Sá)
Infelizmente, a maioria de nós costuma avaliar os proprios erros e pô-los na balança apenas quando nos sentimos ameaçados. Em todas as outras ocasiões, ao vermos algo de desejo no horizonte, queremos que ele seja nosso a qualquer custo.
A frase “Os fins justificam os meios”, de Nicolau Maquiavel, na opinião deste simples autor, é um equívoco.
E se Deus te perguntasse após sua morte: Valeu a pena?
A resposta desta pergunta, no final das nossas vidas, pode nos custar a salvação.
04) Jamais Será Tarde Demais (Guilherme de Sá)
A primeira reação diante de uma dor sempre será o desespero. O remédio contra o desespero chama-se: “Amanhã”.
A letra desta canção é uma palavra de conforto para aqueles que precisam de um abraço e não encontram.
E traz a certeza de algo simples: Deus sempre surpreende. A vida sempre trará algo novo.
05) Máquina do Tempo (Guilherme de Sá)
Por anos, devido à subjetividade das canções do Rosa de Saron, muitos se sentiam mal quando outras pessoas usavam as canções da banda fora do contexto religioso. Isso nunca foi um problema para os integrantes, nunca será um problema cantar o amor. É uma questão de opção.
A letra de Máquina do Tempo é um poema de amor e apenas isto. É uma letra criada para ser cantada de um amor para o outro, sem medo de errar.
Foi a última canção a entrar para o disco e foi também a canção mais rápida criada pelo autor, tanto a letra quanto a melodia e seus arranjos foram feitos em menos de 2 horas, seu recorde
06) Ninguém Mais (Guilherme de Sá)
A letra desta canção é o estilo de composição clássico que marcou a identidade da banda. É o jeito “Rosa de Saron” de escrever.
Foi composta num momento de intimidade com Deus, é uma declaração de amor para Ele e trata a saudade como base lírica. Sempre em busca de uma nova mensagem de Deus, um novo contato com Ele.
07) Vendetta! Vendetta! (Guilherme de Sá /Ricardo Domingues)
Vingança! Vingança! é toda construída sobre Confúcio e reflete Mt 5:39 quando diz: “Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra”, assim como na metáfora: “Se te jogarem uma pedra, retribua com uma flor”
A Terra seria um lugar muito mais belo se soubessemos oferecer outra paisagem perante a face do ódio.
08) Vinte e Seis (Guilherme de Sá)
Poderia ser “Dezesete”, “Trinta e Dois” ou qualquer outro número, Vinte e Seis é um número fictício.
A letra narra a história de uma pessoa que demorou 26 anos para perceber que tudo deu errado. Ao perceber que está sozinho, clama por Deus.
Esta é a história de inúmeras cartas e e-mails que chegam semanalmente à banda. A solidão é um dos piores flagelos da sociedade e por mais que nos sintamos auto-suficientes, há um espaço que só Deus preenche. Esta canção é um clamor por este espaço.
09) Metade de Mim (Guilherme de Sá)
A composição desta letra é uma meditação sobre o Salmo 65, 4 ”Feliz aqueles que vós escolheis e chamais para habitar em vossos átrios”. Embora a palavra “átrios” seja colocada nas escrituras como “A morada de Deus”, o autor convida o ouvinte a ir mais além e considerá-la como “um átrio de um coração”.
Tem todo o arranjo voltado para uma sensação de paz, de calmaria.
Ao ouvir Metade de Mim sinta-se fisicamente ligado a Deus, dentro do seu coração.
Veja a letra dessa música clicando: AQUI
10) Acenda a Luz (Eduardo Faro)
Há momentos onde a imagem que você tem de você mesmo começa a limitar o quanto você deve ser livre para amar e o quanto necessita deixar que você mesmo seja amado por alguém. A falta de amor próprio nos traz uma inércia emocional que é capaz de envenenar nossas relações. O sequestro emocional feito pelas frustrações e inseguranças das pessoas que, insistem em nos convencer que não somos capazes, que não devemos sonhar e realizar nossos sonhos, tenta nos assolar. Mas confie! Deus bate à porta e é preciso abri-la para que ele possa entrar.
11) As Horas (Eduardo Faro)
Num piscar de olhos você verá que a vida passa como um cometa, seus antigos amigos seguem suas caminhadas, outros queridos partem dessa vida e acabamos preenchendo nosso tempo e corações com todas as dores do dia a dia. É preciso restabelecer suas prioridades, viver na verdade, arrumar suas pedras grandes e se preencher de coisas boas. Pois não há tempo a perder neste mundo.
12) Versos (Guilherme de Sá)
Versos é uma oração Mariana composta numa madrugada de chuva. Trata com delicadeza o sentimento de que é preciso cuidar da nossa morada, antes que ela fique vazia e sombria. Cuide bem do que é seu.
13) Rubra Alma (Eduardo Faro / Rogerio Feltrin)
A primeira audição pode soar “apenas” como uma música que fala sobre a importancia de se defender os injustiçados, porem esse apelo ganha dimensão absurdamente maior quando essas vítimas injustiçadas são crianças que sequer tiveram a oportunidade de nascer, que foram assassinadas brutal e covardemente ainda no ventre de suas mães.
Sim, Rubra Alma é uma música anti aborto. Mais que uma denúncia e uma cobrança. Inconcebível um pais predominantemente cristão, por omissão dos mesmos, estar cedendo às pressões de uma minoria pró-aboto.
Por fim, será que quando a canção grita que “um inocente cai” manchando nossas almas de sangue não podemos fazer uma analogia ao proprio Cristo, inocente, assassinado por nós?
14) Até o Fim (Guilherme de Sá)
Esta canção não foi composta para este CD. Até o Fim foi composta pelo autor para sua esposa e a cantou na cerimonia do seu casamento, para ela.
Na última reunião antes das gravações, os outros integrantes pediram ao autor que ela fizesse parte deste disco. Por se tratar de uma música que aborda o matrimônio dentro de valores cristãos que se perderam, como “até que a morte vos separe”, cairia como uma luva no repertório. Afinal, um casamento deveria ser para toda a vida, uma escolha eterna.
Ele aceitou com uma condição: Que fosse mais um presente a ela e para todos os casais que a utilizarão em seus casamentos. É uma romântica canção de amor.
15) Quadro Novo (Rogerio Feltrin)
A música, de maneira simples, humana, tenta expressar o inexprimível: a sensação de paz e presença de Deus que invade a alma quando se está, sozinho, em adoração, numa pequena capela do Santíssimo. É dentro desse contexto que o “personagem” da canção se encontra. Só quem já viveu essa experiencia de estase espiritual vai se identificar com o “personagem”
16) Distante do que Sou (Eduardo Faro)
Você é construído da história que viveu, dos valores das pessoas e cultura do lugar de onde veio. Mas as jornadas e os novos encontros da vida nos trazem novas experiências que a todo o momento estarão nos enriquecendo ou colocando à prova tudo aquilo que somos e acreditamos. Haverá momentos onde será necessário dar um tempo respirar, voltar para casa e restabelecer as ideias, valores e a nossa Fé.
17) Última Lágrima (Eduardo Faro)
Se você não passou por um momento em sua vida, onde tudo pareceu estar desabando aos seus pés e todas as suas certezas se fragilizaram, com certeza um dia vai passar. Então cante essa oração e se deixe inspirar. Pois temos mil razões sinceras para não se entregar até a última lágrima.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Há um movimento empenhado em destruir o cristianismo, diz monsenhor
Sexta-feira, 25 de maio de 2012, 14h07
Jéssica Marçal
Da Redação - Canção Nova
Arquivo
O monsenhor Juan Claudio Sanahuja
Problemas sociais, financeiros, familiares, ataques às crenças religiosas. Numa sociedade marcada por tantas dificuldades há estudiosos que dedicam seu tempo a desvendar a complexidade dessas situações e seu reflexo na sociedade. Neste sábado, 26, o jornalista e doutor em Teologia, monsenhor Juan Claudio Sanahuja, vai ministrar o curso “A ONU e a Reengenharia anticristã” na Paróquia Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo.
O monsenhor também é colaborador do Conselho Pontifício pela Vida e, em 2011, recebeu do Papa Bento XVI o título de Capelão de Sua Santidade. Em sua estadia no Brasil, o religioso esteve na Canção Nova nesta quinta-feira, 24, participando do programa “Escola da Fé”.
De acordo com o sacerdote, uma das grandes preocupações da Igreja hoje são os constantes ataques ao cristianismo, buscando esvaziar as pregações, as crenças religiosas e os dogmas da religião, em especial do catolicismo.
“Há um movimento empenhado em destruir o cristianismo. A Organização das Nações Unidas (ONU) fala claramente dessas religiões dogmáticas e principalmente da católica, dizendo que elas atentam contra a justiça, a paz, ao diálogo e ao desenvolvimento”.
Sobre o papel da ONU em questões como a defesa da vida, por exemplo, o monsenhor acredita que o órgão se converteu em uma organização que gera políticas antivida e antifamília. Ele ressaltou a necessidade de reinterpretar os textos dos Tratados Internacionais dos Direitos Humanos. “Sem que os tratados falem, por exemplo, de aborto, os comitês de seguimento dos tratados impõem aos Estados, como se fosse parte dos tratados políticas de aborto”, disse.
Em meio a tantos problemas, como os próprios ataques às religiões, a sociedade se questiona acerca de seus princípios éticos e até mesmo morais. Para monsenhor Sanahuja, a ONU não deve interferir na redefinição da ética, uma vez que esta tarefa não é sua missão e, se adotada pelo órgão, pode acabar sendo utilizada para outros fins.
“Qualquer tentativa de criar uma nova ética internacional da ONU ou de outras organizações internacionais é um abuso de poder, uma maneira para manipular as consciências dos cidadãos”, alertou.
Temas polêmicos
Sobre temas polêmicos, como a questão do aborto, eutanásia e homossexualismo, monsenhor Sanahuja acredita que não são questões para serem tratados em âmbito político. “São conceitos que não poderiam estar submetidos a consensos partidários, à política. Infelizmente tem católicos que negociam esses princípios”.
No caso específico da recente aprovação do aborto de anencéfalos no Brasil pelo Supremo Tribunal Federal, o sacerdote recorreu às palavras do Papa João Paulo II, hoje beato, para expressar o quão difícil é assumir um posicionamento de defesa da vida tendo em vista que a opção implica em abrir mão de algo. De acordo com ele, o beato enfatiza que essa é uma tarefa que pode levar as pessoas a terem que abandonar suas posições profissionais adquiridas e os projetos futuros relacionados à carreira, por exemplo.
Diante dessa realidade, o monsenhor acredita que uma das formas da sociedade poder atuar de forma mais incisiva nos debates sobre a defesa da vida é os pais se associarem e constituírem grupos de pressão, já que, como cidadãos, têm liberdade para isso. “Não é necessário que esperem a convocação, por exemplo, da Igreja, devem fazê-lo porque são cidadãos livres que defendem seus filhos e suas famílias”, enfatizou.
Jéssica Marçal
Da Redação - Canção Nova
Arquivo
O monsenhor Juan Claudio Sanahuja
Problemas sociais, financeiros, familiares, ataques às crenças religiosas. Numa sociedade marcada por tantas dificuldades há estudiosos que dedicam seu tempo a desvendar a complexidade dessas situações e seu reflexo na sociedade. Neste sábado, 26, o jornalista e doutor em Teologia, monsenhor Juan Claudio Sanahuja, vai ministrar o curso “A ONU e a Reengenharia anticristã” na Paróquia Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo.
O monsenhor também é colaborador do Conselho Pontifício pela Vida e, em 2011, recebeu do Papa Bento XVI o título de Capelão de Sua Santidade. Em sua estadia no Brasil, o religioso esteve na Canção Nova nesta quinta-feira, 24, participando do programa “Escola da Fé”.
De acordo com o sacerdote, uma das grandes preocupações da Igreja hoje são os constantes ataques ao cristianismo, buscando esvaziar as pregações, as crenças religiosas e os dogmas da religião, em especial do catolicismo.
“Há um movimento empenhado em destruir o cristianismo. A Organização das Nações Unidas (ONU) fala claramente dessas religiões dogmáticas e principalmente da católica, dizendo que elas atentam contra a justiça, a paz, ao diálogo e ao desenvolvimento”.
Sobre o papel da ONU em questões como a defesa da vida, por exemplo, o monsenhor acredita que o órgão se converteu em uma organização que gera políticas antivida e antifamília. Ele ressaltou a necessidade de reinterpretar os textos dos Tratados Internacionais dos Direitos Humanos. “Sem que os tratados falem, por exemplo, de aborto, os comitês de seguimento dos tratados impõem aos Estados, como se fosse parte dos tratados políticas de aborto”, disse.
Em meio a tantos problemas, como os próprios ataques às religiões, a sociedade se questiona acerca de seus princípios éticos e até mesmo morais. Para monsenhor Sanahuja, a ONU não deve interferir na redefinição da ética, uma vez que esta tarefa não é sua missão e, se adotada pelo órgão, pode acabar sendo utilizada para outros fins.
“Qualquer tentativa de criar uma nova ética internacional da ONU ou de outras organizações internacionais é um abuso de poder, uma maneira para manipular as consciências dos cidadãos”, alertou.
Temas polêmicos
Sobre temas polêmicos, como a questão do aborto, eutanásia e homossexualismo, monsenhor Sanahuja acredita que não são questões para serem tratados em âmbito político. “São conceitos que não poderiam estar submetidos a consensos partidários, à política. Infelizmente tem católicos que negociam esses princípios”.
No caso específico da recente aprovação do aborto de anencéfalos no Brasil pelo Supremo Tribunal Federal, o sacerdote recorreu às palavras do Papa João Paulo II, hoje beato, para expressar o quão difícil é assumir um posicionamento de defesa da vida tendo em vista que a opção implica em abrir mão de algo. De acordo com ele, o beato enfatiza que essa é uma tarefa que pode levar as pessoas a terem que abandonar suas posições profissionais adquiridas e os projetos futuros relacionados à carreira, por exemplo.
Diante dessa realidade, o monsenhor acredita que uma das formas da sociedade poder atuar de forma mais incisiva nos debates sobre a defesa da vida é os pais se associarem e constituírem grupos de pressão, já que, como cidadãos, têm liberdade para isso. “Não é necessário que esperem a convocação, por exemplo, da Igreja, devem fazê-lo porque são cidadãos livres que defendem seus filhos e suas famílias”, enfatizou.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Vida em família gera virtudes sociais, afirma sociólogo
Nicole Melhado
Da Redação, com Boletim da Santa Sé (Tradução: equipe CN Notícias)
ArquivoO sociólogo Pierpaolo Donati responde aos questionamentos sobre o valor da famíliaNo contexto global, está em curso um debate muito intenso sobre a família. Tal debate coloca em discussão a família como forma social ordenada sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher e sobre a estabilidade da relação deles orientada para a procriação e educação dos filhos por meio da complementaridade e reciprocidade entre eles.
A opinião pública coloca uma questão: a família é ainda uma fonte para a pessoa e para a sociedade ou é uma herança do passado que impede a emancipação dos indivíduos e o advento de uma sociedade mais livre, igualitária e feliz?
O livro “La famiglia risorsa della società” (Em tradução livre: A família fonte da sociedade) pretende responder a essa pergunta com uma investigação original, tanto teórica e empírica, quanto documentada.
A obra foi escrita pelo italiano Pierpaolo Donati, professor de sociologia da família da Universidade de Bolonha, e lançada nesta terça-feira, 22, durante uma coletiva de imprensa concedida pelo Pontifício Conselho para a Família, no Vaticano.
Como explica o próprio autor, na primeira parte do livro, são apresentados e comentados os conhecimentos disponíveis no âmbito internacional. Já na segunda parte, são apresentados os resultados de uma pesquisa científica que, em 2011, entrevistou 3500 pessoas entre 30 e 55 anos.
“No geral, a pesquisa mostra que a separação da família normo-formada (aquela composta por um marido e uma esposa, em união pública e estável com os próprios filhos) e sua desconstrução não melhoram a condição de existência das pessoas, e em muitos casos piora”, esclarece Donati.
Segundo o sociólogo, a família pode ser articulada de muitos e diversos modos na vida cotidiana, mas colocá-la em dúvida e despotencializá-la, significa tornar as pessoas fracas e passivas de respeito à sociedade, que deve assisti-las, em vez de torná-las autores, agentes que geram o capital humano e social desta mesma sociedade.
"Como o leitor poderá contar lendo o texto, esta pesquisa é uma ‘viagem dentro e em volta do genoma social da família’, uma redescoberta das razões pelas quais a família é, e permanece sendo, a fonte e a origem da sociedade”, destaca o pesquisador.
Em síntese, a obra demonstra que a família é uma fonte para a sociedade porque gera virtudes sociais e que isso se realiza quando a família vive segundo a ética do dom.
“A relação familiar gera um clima caracterizado pela confiança, cooperação, reciprocidade, na qual crescem as virtudes pessoais e sociais. Sem o clima próprio da família, as virtudes pessoais e sociais tornam-se mais difíceis e, às vezes, é impossível aprender isso e colocar em prática”, enfatiza Pierpaolo Donati.
Da Redação, com Boletim da Santa Sé (Tradução: equipe CN Notícias)
ArquivoO sociólogo Pierpaolo Donati responde aos questionamentos sobre o valor da famíliaNo contexto global, está em curso um debate muito intenso sobre a família. Tal debate coloca em discussão a família como forma social ordenada sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher e sobre a estabilidade da relação deles orientada para a procriação e educação dos filhos por meio da complementaridade e reciprocidade entre eles.
A opinião pública coloca uma questão: a família é ainda uma fonte para a pessoa e para a sociedade ou é uma herança do passado que impede a emancipação dos indivíduos e o advento de uma sociedade mais livre, igualitária e feliz?
O livro “La famiglia risorsa della società” (Em tradução livre: A família fonte da sociedade) pretende responder a essa pergunta com uma investigação original, tanto teórica e empírica, quanto documentada.
A obra foi escrita pelo italiano Pierpaolo Donati, professor de sociologia da família da Universidade de Bolonha, e lançada nesta terça-feira, 22, durante uma coletiva de imprensa concedida pelo Pontifício Conselho para a Família, no Vaticano.
Como explica o próprio autor, na primeira parte do livro, são apresentados e comentados os conhecimentos disponíveis no âmbito internacional. Já na segunda parte, são apresentados os resultados de uma pesquisa científica que, em 2011, entrevistou 3500 pessoas entre 30 e 55 anos.
“No geral, a pesquisa mostra que a separação da família normo-formada (aquela composta por um marido e uma esposa, em união pública e estável com os próprios filhos) e sua desconstrução não melhoram a condição de existência das pessoas, e em muitos casos piora”, esclarece Donati.
Segundo o sociólogo, a família pode ser articulada de muitos e diversos modos na vida cotidiana, mas colocá-la em dúvida e despotencializá-la, significa tornar as pessoas fracas e passivas de respeito à sociedade, que deve assisti-las, em vez de torná-las autores, agentes que geram o capital humano e social desta mesma sociedade.
"Como o leitor poderá contar lendo o texto, esta pesquisa é uma ‘viagem dentro e em volta do genoma social da família’, uma redescoberta das razões pelas quais a família é, e permanece sendo, a fonte e a origem da sociedade”, destaca o pesquisador.
Em síntese, a obra demonstra que a família é uma fonte para a sociedade porque gera virtudes sociais e que isso se realiza quando a família vive segundo a ética do dom.
“A relação familiar gera um clima caracterizado pela confiança, cooperação, reciprocidade, na qual crescem as virtudes pessoais e sociais. Sem o clima próprio da família, as virtudes pessoais e sociais tornam-se mais difíceis e, às vezes, é impossível aprender isso e colocar em prática”, enfatiza Pierpaolo Donati.
terça-feira, 10 de abril de 2012
O Verbo É Deus
Já aconteceu comigo algumas vezes: membros do grupo Testemunhas de Jeová batem à minha porta para pregar A Sentinela e ler passagens da sua pastiche¹ da Bíblia – e, dentre tantas passagens modificadas deliberadamente, a que mais chama atenção é, sem dúvida, João 1,1. Por esta razão, segue uma análise didática sobre a tradução deste trecho a fins de demonstração.
Neste artigo, discutiremos a tradução de João 1,1 em contrapartida com a tradução/explicação da denominação soi-disant cristã Testemunhas de Jeová. A partir do grego, demonstraremos ao leitor, passo a passo, a maneira correta de traduzir esta passagem bíblica. A maioria das bíblias [traduções católicas e protestantes] traz:
“No princípio era o Verbo
E o verbo estava com Deus
E o verbo era Deus”
João 1,1 é uma das muitas passagens da Bíblia que afirmam a divindade de Jesus Cristo, razão pela qual é foco de interesse das doutrinas que tentam negar esta verdade – e as Testemunhas de Jeováassim negam; são notadamente conhecidas por serem uma das seitas que defendem que Nosso Senhor Jesus Cristo é o Arcanjo Miguel ². Como esta última heresia nos exigiria para muito além de traduções e interpretações, mas representa propriamente o que São João escreveu na segunda epístola, versículo 7, nos restringiremos apenas ao que anunciamos no primeiro parágrafo.
Testemunhas de Jeová
As Testemunhas de Jeová utilizam a chamada Tradução do Novo Mundopara a Bíblia, que supostamente teria sido feita a partir dos originais hebraico, aramaico e grego, mas que acabou condenada por todos os estudiosos das línguas citadas. Charles Russell, responsável pela corrupção do texto, conseguiu a façanha de ser levado a julgamento e não conseguir identificar as letras do alfabeto grego, como consta no processo. Na Tradução do Novo Mundo lê-se, onde destacamos em negrito anteriormente:
“E o Verbo era [um] Deus”
A palavra “um” é inserida antes de Deus, de modo que o Verbo Encarnado [João 1,14] não era o próprio Deus, mas “um” Deus. Ora, vejamos que artimanha a seita utiliza como explicação para isto, de acordo com os originais gregos. [As palavras em grego serão transcritas aqui em caracteres latinos, sem os “acentos”, para facilitar o entendimento]
Em Grego, João 1,1:
“En arche en o logos
Kai o logos em pros tos Theon
Kai o logos en Theos”
Em negrito, temos a passagem em Grego que nos interessa neste momento, e que foi traduzida pelas Testemunhas de Jeová como “E o verbo era [um] Deus”. Vejamos:
Em grego, não existe artigo indefinido [um, uma]. Quando a palavra não apresenta o artigo [definido], e quando o contexto e as regras exigem, a tradução acrescenta o artigo indefinido na frente. Veja o exemplo nas frases abaixo:
“Ego eimi e phone”
[Presença do artigo em negrito: “Eu sou a voz”]
“Ego eimi phone”
[Ausência de artigo: “Eu sou uma voz”]
Desse modo, a Tradução do Novo Mundo nos dá a explicação que, de acordo com esta regra gramatical grega, o correto seria acrescentar o artigo indefinido “um” antes de Deus na passagem “Kai o logos en Theos”, uma vez que antes de “Theos” não viria o artigo definido – e que da mesma forma como ocorre em outras passagens do Novo Testamento, em que os diversos tradutores utilizam esta regra, da mesma forma em João 1,1 esta regra pode ser aplicada. Mas será que isso é verdade? Vejamos:
“Kai o logos en Theos”
Em grego, quando o sujeito e o predicativo do sujeito são constituídos por substantivos, deve-se observar a regra de que o sujeito [Logos/Verbo] é acompanhado de artigo definido, enquanto o predicativo do sujeito [Theos/Deus] não é. Desta forma, Theos não deve vir com o artigo. Na língua grega, a posição dos termos de uma oração varia, e não necessariamente determinará a função gramatical da palavra, uma vez que as funções gramaticais são identificadas pelos chamados “casos” – onde uma mesma palavra terá sua grafia modificada de acordo com a função que desempenha na oração. Este exemplo pode também ser visto em João 1,1: “pros tos Theon” e “logos en Theos”, onde os leigos em latim, alemão, grego ou afins, podem observar como isso funciona. Tomemos a seguinte frase:
Kai Theos en o logos”
Esta frase, embora traga “Theos” na frente, significa a mesma coisa que “Kai o logos en Theos”. A primeira vista, poderíamos traduzi-la por “E Deus era o Verbo”, mas isto não estaria correto. Muitas frases em grego trazem diferentes “arrumações” de seus termos [assim como em latim], e, no entanto, na hora de traduzir para uma língua, como para o português, teríamos o mesmo significado. “Kai Theos en o logos”, então, significa “E o Verbo era Deus”. No caso de “Kai o logos en Theos” ou “Kai Theos en o Logos”, o que nos permite saber “quem era o quê” é justamente a presença do artigo [neste caso, “o”] antes do sujeito. Há ainda outra possibilidade de escrever esta mesma frase, em grego, sem que nenhum dos termos venha precedido de artigo. No caso das frases nominais cujo sujeito e predicativo do sujeito sejam substantivos, e nenhum deles esteja acompanhado de artigo, o predicativo do sujeitodeve vir em primeiro lugar na frase:
“Kai Theos en logos”
Igualmente, temos o significado de que “O verbo era Deus”. Poderíamos ainda escrever:
“Kai Theos Logos.”
Nesta última, não temos o artigo e não temos também o verbo [“en”] de ligação explícito. O significado, no entanto, se mantém: “O verbo era Deus”.
Dessa forma, fica bastante evidente que a tradução de João 1,1 imposta pelas Testemunhas de Jeová, e por extensão á toda a Bíblia, é imoral, inaceitável, criminosa. Não tem qualquer fundamento. Há exemplos de imoralidades como essa em praticamente todos os versículos da Tradução do Novo Mundo, mas a passagem escolhida aqui é a mais gritante. Há inúmeras explicações disponíveis sobre esta passagem, e na verdade muito melhores do que esta, porém a elaborei pensando que poderiam servir aos leigos de nível 1, ao contrário das explicações que encontrei, que ou serviam aos leigos de nível 2 ou 3 ( regras gramaticais gregas pouco mastigadas) ou eram feitas por pessoas que apenas tinham compilado informações. Há explicações excelentes nos livros (algumas pessoas se deram a esse trabalho, ainda bem). Deduzimos ainda que:
- Se João desejasse escrever que o Verbo não era Deus [se ignorarmos todo o resto da bíblia que afirma que o Verbo era] e quisesse, como alegam as Testemunhas, atribuir ao Verbo uma qualidade divina, ele teria usado o adjetivo Theios.
- Afirmar que existe mais de um Deus é politeísmo.
Uma objeção: Russel morreu em 1916. A Tradução do Novo Mundo foi feita na década de 1950. O que ele tem haver com a corrupção do texto?
De fato Russel morreu em 1916, e embora a “conclusão” da chamada Tradução do Novo mundo [coloco entre aspas, já que a essa altura sabemos que não houve tradução alguma] tenha sido anunciada oficialmente por volta de 1950, é sabido que Charles Russel, com o intuito de propagar as suas próprias ídéias sobre a Sagrada Escritura (e reinvidicando conhecimento da língua grega), pregava para os membros das Testemunhas de Jeová, tanto em cultos, como em publicações (a antiga revista Torre de Vigia e versões “corrigidas” dos evangelhos), essas novas versões. De que forma ele fazia isso? Ora, de má fé e mentindo, dizia ele que todas as traduções existentes até então eram obras falsas do verdadeiro conteúdo dos evangelhos,de maneira que ele próprio tendo profundo conhecimento da língua grega era capaz de corrigir para seus fiéis – e finalmente lhes oferecer o sentido correto daquelas passagens. Isto significa, por exemplo, que quando São João Evangelista fala da “glória do Filho unigênito”, este deturpador dizia que não era do Filho unigênito, mas “a glória COMO SE FOSSE DE um filho unigênito”.
A atitute de Russel chamou tanta atenção que até mesmo um reverendo da Igreja Batista do Canadá, se eu não me engano, publicou uma espécie de informativo intitulado “Algumas verdades sobre o Pastor Charles Russel”, onde dizia que Russel não tinha qualquer conhecimento da língua grega, e que por isso não podia falar o que dizia.
Decorre desse fato o que mencionei mais acima, uma vez que Russel, indignado com a publicação, processou o reverendo por calúnia. No tribunal, quem acabou condenado foi ele, que não foi capaz de identificar o alfabeto grego.
Como mentor das principais heresias das TJ, Russel é, de fato, o responsável pela Tradução do Novo Mundo e pela deturpação do texto, uma vez que tudo o que fora modificado ali, o foi unicamente para atender às deturpações de seus ensinamentos: tudo aquilo que, em vida, ele afirmava.
Ora, por mais razões ainda é lícito chamá-lo de responsável pela injúria:
Primeiro: porque não houve qualquer tradução; é simplesmente absurdo localizar no espaço e no tempo, como você fez no comentário, uma coisa que nem sequer existiu. A chamada Tradução do Novo Mundo é uma mentira, uma alucinação, nunca aconteceu.
Segundo: o comitê inexistente da tradução inexistente não divulgou nomes dos responsáveis pela tradução. Isso é redundante, uma vez que não se pode divulgar nomes de fantasmas, mas acrescentemos a isso o fato de que ´nenhum dos membros poderia ser levado novamente a Julgamento (como tantos outros, como F.W. Franz, suposto especialista em hebraico, foi levado), mesmo que aceitassem mentir, colocando seus nomes lá, como especialistas. Tudo o que foi feito se resume à uma paráfrase patética, com todo tipo de absurdo, para se adequar às heresias da Seita, junto com algumas explicações risíveis sobre o Grego Antigo – explicações que deixam qualquer estudioso de grego, do nível mais elementar, indignado.
Espero ter esclarecido a dúvida sobre o verdadeiro responsável pelo pastiche da Bíblia publicada pela seita Testemunhas de Jeová.
___________________________
Notas
¹ Em literatura, “Pastiche” é uma obra que imita de maneira grosseira o estilo de outra; baseado numa obra já existente, o Pastiche difere na paródia no sentido em que o seu resultado final não beira ao plágio, mas produz um sentido original.
² Afirmar que Jesus Cristo é o Arcanjo Miguel é completamente absurdo; como todas as passagens da Bíblia negam isso, sugerimos ao leitor que abra aleatoriamente a Bíblia em qualquer página e veja por si mesmo.
(*) Luciana Lachance é estudante de letras da UFBA e autora do blog As Chamas do Lar Católico. Ela teve a bondade de nos enviar este importante artigo que com muito gosto publicamos para conhecimento de nossos leitores.
Neste artigo, discutiremos a tradução de João 1,1 em contrapartida com a tradução/explicação da denominação soi-disant cristã Testemunhas de Jeová. A partir do grego, demonstraremos ao leitor, passo a passo, a maneira correta de traduzir esta passagem bíblica. A maioria das bíblias [traduções católicas e protestantes] traz:
“No princípio era o Verbo
E o verbo estava com Deus
E o verbo era Deus”
João 1,1 é uma das muitas passagens da Bíblia que afirmam a divindade de Jesus Cristo, razão pela qual é foco de interesse das doutrinas que tentam negar esta verdade – e as Testemunhas de Jeováassim negam; são notadamente conhecidas por serem uma das seitas que defendem que Nosso Senhor Jesus Cristo é o Arcanjo Miguel ². Como esta última heresia nos exigiria para muito além de traduções e interpretações, mas representa propriamente o que São João escreveu na segunda epístola, versículo 7, nos restringiremos apenas ao que anunciamos no primeiro parágrafo.
Testemunhas de Jeová
As Testemunhas de Jeová utilizam a chamada Tradução do Novo Mundopara a Bíblia, que supostamente teria sido feita a partir dos originais hebraico, aramaico e grego, mas que acabou condenada por todos os estudiosos das línguas citadas. Charles Russell, responsável pela corrupção do texto, conseguiu a façanha de ser levado a julgamento e não conseguir identificar as letras do alfabeto grego, como consta no processo. Na Tradução do Novo Mundo lê-se, onde destacamos em negrito anteriormente:
“E o Verbo era [um] Deus”
A palavra “um” é inserida antes de Deus, de modo que o Verbo Encarnado [João 1,14] não era o próprio Deus, mas “um” Deus. Ora, vejamos que artimanha a seita utiliza como explicação para isto, de acordo com os originais gregos. [As palavras em grego serão transcritas aqui em caracteres latinos, sem os “acentos”, para facilitar o entendimento]
Em Grego, João 1,1:
“En arche en o logos
Kai o logos em pros tos Theon
Kai o logos en Theos”
Em negrito, temos a passagem em Grego que nos interessa neste momento, e que foi traduzida pelas Testemunhas de Jeová como “E o verbo era [um] Deus”. Vejamos:
Em grego, não existe artigo indefinido [um, uma]. Quando a palavra não apresenta o artigo [definido], e quando o contexto e as regras exigem, a tradução acrescenta o artigo indefinido na frente. Veja o exemplo nas frases abaixo:
“Ego eimi e phone”
[Presença do artigo em negrito: “Eu sou a voz”]
“Ego eimi phone”
[Ausência de artigo: “Eu sou uma voz”]
Desse modo, a Tradução do Novo Mundo nos dá a explicação que, de acordo com esta regra gramatical grega, o correto seria acrescentar o artigo indefinido “um” antes de Deus na passagem “Kai o logos en Theos”, uma vez que antes de “Theos” não viria o artigo definido – e que da mesma forma como ocorre em outras passagens do Novo Testamento, em que os diversos tradutores utilizam esta regra, da mesma forma em João 1,1 esta regra pode ser aplicada. Mas será que isso é verdade? Vejamos:
“Kai o logos en Theos”
Em grego, quando o sujeito e o predicativo do sujeito são constituídos por substantivos, deve-se observar a regra de que o sujeito [Logos/Verbo] é acompanhado de artigo definido, enquanto o predicativo do sujeito [Theos/Deus] não é. Desta forma, Theos não deve vir com o artigo. Na língua grega, a posição dos termos de uma oração varia, e não necessariamente determinará a função gramatical da palavra, uma vez que as funções gramaticais são identificadas pelos chamados “casos” – onde uma mesma palavra terá sua grafia modificada de acordo com a função que desempenha na oração. Este exemplo pode também ser visto em João 1,1: “pros tos Theon” e “logos en Theos”, onde os leigos em latim, alemão, grego ou afins, podem observar como isso funciona. Tomemos a seguinte frase:
Kai Theos en o logos”
Esta frase, embora traga “Theos” na frente, significa a mesma coisa que “Kai o logos en Theos”. A primeira vista, poderíamos traduzi-la por “E Deus era o Verbo”, mas isto não estaria correto. Muitas frases em grego trazem diferentes “arrumações” de seus termos [assim como em latim], e, no entanto, na hora de traduzir para uma língua, como para o português, teríamos o mesmo significado. “Kai Theos en o logos”, então, significa “E o Verbo era Deus”. No caso de “Kai o logos en Theos” ou “Kai Theos en o Logos”, o que nos permite saber “quem era o quê” é justamente a presença do artigo [neste caso, “o”] antes do sujeito. Há ainda outra possibilidade de escrever esta mesma frase, em grego, sem que nenhum dos termos venha precedido de artigo. No caso das frases nominais cujo sujeito e predicativo do sujeito sejam substantivos, e nenhum deles esteja acompanhado de artigo, o predicativo do sujeitodeve vir em primeiro lugar na frase:
“Kai Theos en logos”
Igualmente, temos o significado de que “O verbo era Deus”. Poderíamos ainda escrever:
“Kai Theos Logos.”
Nesta última, não temos o artigo e não temos também o verbo [“en”] de ligação explícito. O significado, no entanto, se mantém: “O verbo era Deus”.
Dessa forma, fica bastante evidente que a tradução de João 1,1 imposta pelas Testemunhas de Jeová, e por extensão á toda a Bíblia, é imoral, inaceitável, criminosa. Não tem qualquer fundamento. Há exemplos de imoralidades como essa em praticamente todos os versículos da Tradução do Novo Mundo, mas a passagem escolhida aqui é a mais gritante. Há inúmeras explicações disponíveis sobre esta passagem, e na verdade muito melhores do que esta, porém a elaborei pensando que poderiam servir aos leigos de nível 1, ao contrário das explicações que encontrei, que ou serviam aos leigos de nível 2 ou 3 ( regras gramaticais gregas pouco mastigadas) ou eram feitas por pessoas que apenas tinham compilado informações. Há explicações excelentes nos livros (algumas pessoas se deram a esse trabalho, ainda bem). Deduzimos ainda que:
- Se João desejasse escrever que o Verbo não era Deus [se ignorarmos todo o resto da bíblia que afirma que o Verbo era] e quisesse, como alegam as Testemunhas, atribuir ao Verbo uma qualidade divina, ele teria usado o adjetivo Theios.
- Afirmar que existe mais de um Deus é politeísmo.
Uma objeção: Russel morreu em 1916. A Tradução do Novo Mundo foi feita na década de 1950. O que ele tem haver com a corrupção do texto?
De fato Russel morreu em 1916, e embora a “conclusão” da chamada Tradução do Novo mundo [coloco entre aspas, já que a essa altura sabemos que não houve tradução alguma] tenha sido anunciada oficialmente por volta de 1950, é sabido que Charles Russel, com o intuito de propagar as suas próprias ídéias sobre a Sagrada Escritura (e reinvidicando conhecimento da língua grega), pregava para os membros das Testemunhas de Jeová, tanto em cultos, como em publicações (a antiga revista Torre de Vigia e versões “corrigidas” dos evangelhos), essas novas versões. De que forma ele fazia isso? Ora, de má fé e mentindo, dizia ele que todas as traduções existentes até então eram obras falsas do verdadeiro conteúdo dos evangelhos,de maneira que ele próprio tendo profundo conhecimento da língua grega era capaz de corrigir para seus fiéis – e finalmente lhes oferecer o sentido correto daquelas passagens. Isto significa, por exemplo, que quando São João Evangelista fala da “glória do Filho unigênito”, este deturpador dizia que não era do Filho unigênito, mas “a glória COMO SE FOSSE DE um filho unigênito”.
A atitute de Russel chamou tanta atenção que até mesmo um reverendo da Igreja Batista do Canadá, se eu não me engano, publicou uma espécie de informativo intitulado “Algumas verdades sobre o Pastor Charles Russel”, onde dizia que Russel não tinha qualquer conhecimento da língua grega, e que por isso não podia falar o que dizia.
Decorre desse fato o que mencionei mais acima, uma vez que Russel, indignado com a publicação, processou o reverendo por calúnia. No tribunal, quem acabou condenado foi ele, que não foi capaz de identificar o alfabeto grego.
Como mentor das principais heresias das TJ, Russel é, de fato, o responsável pela Tradução do Novo Mundo e pela deturpação do texto, uma vez que tudo o que fora modificado ali, o foi unicamente para atender às deturpações de seus ensinamentos: tudo aquilo que, em vida, ele afirmava.
Ora, por mais razões ainda é lícito chamá-lo de responsável pela injúria:
Primeiro: porque não houve qualquer tradução; é simplesmente absurdo localizar no espaço e no tempo, como você fez no comentário, uma coisa que nem sequer existiu. A chamada Tradução do Novo Mundo é uma mentira, uma alucinação, nunca aconteceu.
Segundo: o comitê inexistente da tradução inexistente não divulgou nomes dos responsáveis pela tradução. Isso é redundante, uma vez que não se pode divulgar nomes de fantasmas, mas acrescentemos a isso o fato de que ´nenhum dos membros poderia ser levado novamente a Julgamento (como tantos outros, como F.W. Franz, suposto especialista em hebraico, foi levado), mesmo que aceitassem mentir, colocando seus nomes lá, como especialistas. Tudo o que foi feito se resume à uma paráfrase patética, com todo tipo de absurdo, para se adequar às heresias da Seita, junto com algumas explicações risíveis sobre o Grego Antigo – explicações que deixam qualquer estudioso de grego, do nível mais elementar, indignado.
Espero ter esclarecido a dúvida sobre o verdadeiro responsável pelo pastiche da Bíblia publicada pela seita Testemunhas de Jeová.
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Notas
¹ Em literatura, “Pastiche” é uma obra que imita de maneira grosseira o estilo de outra; baseado numa obra já existente, o Pastiche difere na paródia no sentido em que o seu resultado final não beira ao plágio, mas produz um sentido original.
² Afirmar que Jesus Cristo é o Arcanjo Miguel é completamente absurdo; como todas as passagens da Bíblia negam isso, sugerimos ao leitor que abra aleatoriamente a Bíblia em qualquer página e veja por si mesmo.
(*) Luciana Lachance é estudante de letras da UFBA e autora do blog As Chamas do Lar Católico. Ela teve a bondade de nos enviar este importante artigo que com muito gosto publicamos para conhecimento de nossos leitores.
Categoria: Apologética Católica
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quarta-feira, 14 de março de 2012
Mandamentos da Família
Prof. Felipe Aquino at 10:36 pm on terça-feira, março 6, 2012
A paz começa em casa
1. Tenha fé e viva a Palavra de Deus, amando o próximo como a si mesmo.
2. Ame-se, confie em si mesmo, em sua família e ajude a criar um ambiente de amor e paz ao seu redor.
3. Reserve momentos para brincar e se divertir com sua família, pois a criança aprende brincando e a diversão aproxima as pessoas.
4. Eduque seu filho através da conversa, do carinho e do apoio e tome cuidado: quem bate para ensinar está ensinando a bater.
5. Participe com sua família da vida da comunidade, evitando as más companhias e diversões que incentivam a violência.
6. Procure resolver os problemas com calma e aprenda com as situações difíceis, buscando em tudo o seu lado positivo.
7. Partilhe seus sentimentos com sinceridade, dizendo o que o que você pensa e ouvindo o que os outros têm para dizer.
8. Respeite as pessoas que pensam diferente de você, pois as diferenças são uma verdadeira riqueza para cada um e para o grupo.
9. Dê bons exemplos, pois a melhor palavra é o nosso jeito de ser.
10. Peça desculpas quando ofender alguém e perdoe de coração quando se sentir ofendido, pois o perdão é o maior gesto de amor que podemos demonstrar.
A paz começa em casa
1. Tenha fé e viva a Palavra de Deus, amando o próximo como a si mesmo.
2. Ame-se, confie em si mesmo, em sua família e ajude a criar um ambiente de amor e paz ao seu redor.
3. Reserve momentos para brincar e se divertir com sua família, pois a criança aprende brincando e a diversão aproxima as pessoas.
4. Eduque seu filho através da conversa, do carinho e do apoio e tome cuidado: quem bate para ensinar está ensinando a bater.
5. Participe com sua família da vida da comunidade, evitando as más companhias e diversões que incentivam a violência.
6. Procure resolver os problemas com calma e aprenda com as situações difíceis, buscando em tudo o seu lado positivo.
7. Partilhe seus sentimentos com sinceridade, dizendo o que o que você pensa e ouvindo o que os outros têm para dizer.
8. Respeite as pessoas que pensam diferente de você, pois as diferenças são uma verdadeira riqueza para cada um e para o grupo.
9. Dê bons exemplos, pois a melhor palavra é o nosso jeito de ser.
10. Peça desculpas quando ofender alguém e perdoe de coração quando se sentir ofendido, pois o perdão é o maior gesto de amor que podemos demonstrar.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Oração
Senhor Jesus,
Venho agradecer pela semana que se inicia, por minha esposa e filha que tanto amo e, também, pedir por elas. Peço que acolha meus familiares, amigos e todas as pessoas que estão em meu meio. E ao iniciar essa semana, consigamos nos preparar para o período que antecede para maior festa da Sua Igreja – a Sua Ressurreição.
Entrego, também, todos aqueles que continuam a viver na ilusão que o mundo oferece, e rogo por conversões.
Dou graças a Ti meus Deus, pois acolhes-te a mim e minha família.
Amém.
Venho agradecer pela semana que se inicia, por minha esposa e filha que tanto amo e, também, pedir por elas. Peço que acolha meus familiares, amigos e todas as pessoas que estão em meu meio. E ao iniciar essa semana, consigamos nos preparar para o período que antecede para maior festa da Sua Igreja – a Sua Ressurreição.
Entrego, também, todos aqueles que continuam a viver na ilusão que o mundo oferece, e rogo por conversões.
Dou graças a Ti meus Deus, pois acolhes-te a mim e minha família.
Amém.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Estar Com Deus
Meu Senhor e meu Deus, agradeço pela minha vida, pela família que tenho – filha e esposa que são as grandes graças que me Tu destes - por estar aqui, nesse trabalho tão desejado por muitas pessoas, mas que Tu escolhestes para mim. Obrigado por toda a Providência realizada, pois é o Deus do possível e do impossível. E peço Senhor Jesus, que continue enviando Seu Santo Espírito para que eu e minha Família continuemos seguindo os Seus passos, realizando os Seus sonhos para a nossas vidas. Amém.
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