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terça-feira, 29 de maio de 2012

Banda revela o que inspirou cada uma das 17 faixas do novo CD

Rosa de Saron





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Posted: 25 May 2012 11:42 AM PDT

Como ocorreu no lançamento de Horizonte Distante, a banda preparou pequenos textos explicando a ideia por trás de cada nova canção, para que os fãs possam experimentar junto com o Rosa o sentimento de cada uma delas. Porem, não se deixem acomodar com esses simples releases, afinal sempre é possível encontrar significados não revelados ou melhor que isso, encontrar novos significados a partir de sua experiencia pessoal, particular. Uma interpretação exclusiva sua. Não se deixe prender pelo obvio, sinta-se livre, afianal de contas “O Vento sopra onde quer” Jo 3, 8

01) Autor Desconhecido (Guilherme de Sá)

A música que abre o disco é um protesto ante a corrupção que assola o país. Um Brasil que leva em consideração marchas idealistas, que sai pelas ruas a favor ou contra as quebras de rótulos e que ignora o pai de todos os protestos, que se acomodou atrás de um computador.

Ao ouvir o tragicômico Autor Desconhecido, saiba que tudo pode mudar, desde que você saia da sua zona de conforto.

02) Casino Boulevard (Guilherme de Sá)

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta que conduz a perdição” Mt 7, 13

A Grande Avenida da Perdição, este é o significado de Casino Boulevard. Para a banda, um cassino é a melhor representação de falsa felicidade, conquistada de maneira rápida e ilusória.

Repleta de ironias em suas frases, esta canção leva o ouvinte a refletir: Qual é o valor das escolhas e as suas consequências? Como agir perante uma sociedade que valoriza o tom da ironia e despreza o canto do coração?

Casino Boulevard fala disto: É preciso vencer o imediatismo a favor de algo duradouro.



03) O Meio e o Fim (Guilherme de Sá)

Infelizmente, a maioria de nós costuma avaliar os proprios erros e pô-los na balança apenas quando nos sentimos ameaçados. Em todas as outras ocasiões, ao vermos algo de desejo no horizonte, queremos que ele seja nosso a qualquer custo.

A frase “Os fins justificam os meios”, de Nicolau Maquiavel, na opinião deste simples autor, é um equívoco.

E se Deus te perguntasse após sua morte: Valeu a pena?

A resposta desta pergunta, no final das nossas vidas, pode nos custar a salvação.



04) Jamais Será Tarde Demais (Guilherme de Sá)

A primeira reação diante de uma dor sempre será o desespero. O remédio contra o desespero chama-se: “Amanhã”.

A letra desta canção é uma palavra de conforto para aqueles que precisam de um abraço e não encontram.

E traz a certeza de algo simples: Deus sempre surpreende. A vida sempre trará algo novo.


05) Máquina do Tempo (Guilherme de Sá)

Por anos, devido à subjetividade das canções do Rosa de Saron, muitos se sentiam mal quando outras pessoas usavam as canções da banda fora do contexto religioso. Isso nunca foi um problema para os integrantes, nunca será um problema cantar o amor. É uma questão de opção.

A letra de Máquina do Tempo é um poema de amor e apenas isto. É uma letra criada para ser cantada de um amor para o outro, sem medo de errar.

Foi a última canção a entrar para o disco e foi também a canção mais rápida criada pelo autor, tanto a letra quanto a melodia e seus arranjos foram feitos em menos de 2 horas, seu recorde


06) Ninguém Mais (Guilherme de Sá)

A letra desta canção é o estilo de composição clássico que marcou a identidade da banda. É o jeito “Rosa de Saron” de escrever.

Foi composta num momento de intimidade com Deus, é uma declaração de amor para Ele e trata a saudade como base lírica. Sempre em busca de uma nova mensagem de Deus, um novo contato com Ele.


07) Vendetta! Vendetta! (Guilherme de Sá /Ricardo Domingues)

Vingança! Vingança! é toda construída sobre Confúcio e reflete Mt 5:39 quando diz: “Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra”, assim como na metáfora: “Se te jogarem uma pedra, retribua com uma flor”

A Terra seria um lugar muito mais belo se soubessemos oferecer outra paisagem perante a face do ódio.



08) Vinte e Seis (Guilherme de Sá)

Poderia ser “Dezesete”, “Trinta e Dois” ou qualquer outro número, Vinte e Seis é um número fictício.

A letra narra a história de uma pessoa que demorou 26 anos para perceber que tudo deu errado. Ao perceber que está sozinho, clama por Deus.

Esta é a história de inúmeras cartas e e-mails que chegam semanalmente à banda. A solidão é um dos piores flagelos da sociedade e por mais que nos sintamos auto-suficientes, há um espaço que só Deus preenche. Esta canção é um clamor por este espaço.



09) Metade de Mim (Guilherme de Sá)

A composição desta letra é uma meditação sobre o Salmo 65, 4 ”Feliz aqueles que vós escolheis e chamais para habitar em vossos átrios”. Embora a palavra “átrios” seja colocada nas escrituras como “A morada de Deus”, o autor convida o ouvinte a ir mais além e considerá-la como “um átrio de um coração”.

Tem todo o arranjo voltado para uma sensação de paz, de calmaria.

Ao ouvir Metade de Mim sinta-se fisicamente ligado a Deus, dentro do seu coração.

Veja a letra dessa música clicando: AQUI

10) Acenda a Luz (Eduardo Faro)

Há momentos onde a imagem que você tem de você mesmo começa a limitar o quanto você deve ser livre para amar e o quanto necessita deixar que você mesmo seja amado por alguém. A falta de amor próprio nos traz uma inércia emocional que é capaz de envenenar nossas relações. O sequestro emocional feito pelas frustrações e inseguranças das pessoas que, insistem em nos convencer que não somos capazes, que não devemos sonhar e realizar nossos sonhos, tenta nos assolar. Mas confie! Deus bate à porta e é preciso abri-la para que ele possa entrar.



11) As Horas (Eduardo Faro)

Num piscar de olhos você verá que a vida passa como um cometa, seus antigos amigos seguem suas caminhadas, outros queridos partem dessa vida e acabamos preenchendo nosso tempo e corações com todas as dores do dia a dia. É preciso restabelecer suas prioridades, viver na verdade, arrumar suas pedras grandes e se preencher de coisas boas. Pois não há tempo a perder neste mundo.



12) Versos (Guilherme de Sá)

Versos é uma oração Mariana composta numa madrugada de chuva. Trata com delicadeza o sentimento de que é preciso cuidar da nossa morada, antes que ela fique vazia e sombria. Cuide bem do que é seu.



13) Rubra Alma (Eduardo Faro / Rogerio Feltrin)

A primeira audição pode soar “apenas” como uma música que fala sobre a importancia de se defender os injustiçados, porem esse apelo ganha dimensão absurdamente maior quando essas vítimas injustiçadas são crianças que sequer tiveram a oportunidade de nascer, que foram assassinadas brutal e covardemente ainda no ventre de suas mães.

Sim, Rubra Alma é uma música anti aborto. Mais que uma denúncia e uma cobrança. Inconcebível um pais predominantemente cristão, por omissão dos mesmos, estar cedendo às pressões de uma minoria pró-aboto.

Por fim, será que quando a canção grita que “um inocente cai” manchando nossas almas de sangue não podemos fazer uma analogia ao proprio Cristo, inocente, assassinado por nós?



14) Até o Fim (Guilherme de Sá)

Esta canção não foi composta para este CD. Até o Fim foi composta pelo autor para sua esposa e a cantou na cerimonia do seu casamento, para ela.

Na última reunião antes das gravações, os outros integrantes pediram ao autor que ela fizesse parte deste disco. Por se tratar de uma música que aborda o matrimônio dentro de valores cristãos que se perderam, como “até que a morte vos separe”, cairia como uma luva no repertório. Afinal, um casamento deveria ser para toda a vida, uma escolha eterna.

Ele aceitou com uma condição: Que fosse mais um presente a ela e para todos os casais que a utilizarão em seus casamentos. É uma romântica canção de amor.



15) Quadro Novo (Rogerio Feltrin)

A música, de maneira simples, humana, tenta expressar o inexprimível: a sensação de paz e presença de Deus que invade a alma quando se está, sozinho, em adoração, numa pequena capela do Santíssimo. É dentro desse contexto que o “personagem” da canção se encontra. Só quem já viveu essa experiencia de estase espiritual vai se identificar com o “personagem”



16) Distante do que Sou (Eduardo Faro)

Você é construído da história que viveu, dos valores das pessoas e cultura do lugar de onde veio. Mas as jornadas e os novos encontros da vida nos trazem novas experiências que a todo o momento estarão nos enriquecendo ou colocando à prova tudo aquilo que somos e acreditamos. Haverá momentos onde será necessário dar um tempo respirar, voltar para casa e restabelecer as ideias, valores e a nossa Fé.


17) Última Lágrima (Eduardo Faro)

Se você não passou por um momento em sua vida, onde tudo pareceu estar desabando aos seus pés e todas as suas certezas se fragilizaram, com certeza um dia vai passar. Então cante essa oração e se deixe inspirar. Pois temos mil razões sinceras para não se entregar até a última lágrima.






sexta-feira, 25 de maio de 2012

Há um movimento empenhado em destruir o cristianismo, diz monsenhor

Sexta-feira, 25 de maio de 2012, 14h07

Jéssica Marçal
Da Redação - Canção Nova
Arquivo


O monsenhor Juan Claudio Sanahuja

Problemas sociais, financeiros, familiares, ataques às crenças religiosas. Numa sociedade marcada por tantas dificuldades há estudiosos que dedicam seu tempo a desvendar a complexidade dessas situações e seu reflexo na sociedade. Neste sábado, 26, o jornalista e doutor em Teologia, monsenhor Juan Claudio Sanahuja, vai ministrar o curso “A ONU e a Reengenharia anticristã” na Paróquia Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo.

O monsenhor também é colaborador do Conselho Pontifício pela Vida e, em 2011, recebeu do Papa Bento XVI o título de Capelão de Sua Santidade. Em sua estadia no Brasil, o religioso esteve na Canção Nova nesta quinta-feira, 24, participando do programa “Escola da Fé”.

De acordo com o sacerdote, uma das grandes preocupações da Igreja hoje são os constantes ataques ao cristianismo, buscando esvaziar as pregações, as crenças religiosas e os dogmas da religião, em especial do catolicismo.

“Há um movimento empenhado em destruir o cristianismo. A Organização das Nações Unidas (ONU) fala claramente dessas religiões dogmáticas e principalmente da católica, dizendo que elas atentam contra a justiça, a paz, ao diálogo e ao desenvolvimento”.

Sobre o papel da ONU em questões como a defesa da vida, por exemplo, o monsenhor acredita que o órgão se converteu em uma organização que gera políticas antivida e antifamília. Ele ressaltou a necessidade de reinterpretar os textos dos Tratados Internacionais dos Direitos Humanos. “Sem que os tratados falem, por exemplo, de aborto, os comitês de seguimento dos tratados impõem aos Estados, como se fosse parte dos tratados políticas de aborto”, disse.



Em meio a tantos problemas, como os próprios ataques às religiões, a sociedade se questiona acerca de seus princípios éticos e até mesmo morais. Para monsenhor Sanahuja, a ONU não deve interferir na redefinição da ética, uma vez que esta tarefa não é sua missão e, se adotada pelo órgão, pode acabar sendo utilizada para outros fins.

“Qualquer tentativa de criar uma nova ética internacional da ONU ou de outras organizações internacionais é um abuso de poder, uma maneira para manipular as consciências dos cidadãos”, alertou.

Temas polêmicos

Sobre temas polêmicos, como a questão do aborto, eutanásia e homossexualismo, monsenhor Sanahuja acredita que não são questões para serem tratados em âmbito político. “São conceitos que não poderiam estar submetidos a consensos partidários, à política. Infelizmente tem católicos que negociam esses princípios”.

No caso específico da recente aprovação do aborto de anencéfalos no Brasil pelo Supremo Tribunal Federal, o sacerdote recorreu às palavras do Papa João Paulo II, hoje beato, para expressar o quão difícil é assumir um posicionamento de defesa da vida tendo em vista que a opção implica em abrir mão de algo. De acordo com ele, o beato enfatiza que essa é uma tarefa que pode levar as pessoas a terem que abandonar suas posições profissionais adquiridas e os projetos futuros relacionados à carreira, por exemplo.

Diante dessa realidade, o monsenhor acredita que uma das formas da sociedade poder atuar de forma mais incisiva nos debates sobre a defesa da vida é os pais se associarem e constituírem grupos de pressão, já que, como cidadãos, têm liberdade para isso. “Não é necessário que esperem a convocação, por exemplo, da Igreja, devem fazê-lo porque são cidadãos livres que defendem seus filhos e suas famílias”, enfatizou.



terça-feira, 22 de maio de 2012

Vida em família gera virtudes sociais, afirma sociólogo

Nicole Melhado

Da Redação, com Boletim da Santa Sé (Tradução: equipe CN Notícias)



ArquivoO sociólogo Pierpaolo Donati responde aos questionamentos sobre o valor da famíliaNo contexto global, está em curso um debate muito intenso sobre a família. Tal debate coloca em discussão a família como forma social ordenada sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher e sobre a estabilidade da relação deles orientada para a procriação e educação dos filhos por meio da complementaridade e reciprocidade entre eles.



A opinião pública coloca uma questão: a família é ainda uma fonte para a pessoa e para a sociedade ou é uma herança do passado que impede a emancipação dos indivíduos e o advento de uma sociedade mais livre, igualitária e feliz?



O livro “La famiglia risorsa della società” (Em tradução livre: A família fonte da sociedade) pretende responder a essa pergunta com uma investigação original, tanto teórica e empírica, quanto documentada.



A obra foi escrita pelo italiano Pierpaolo Donati, professor de sociologia da família da Universidade de Bolonha, e lançada nesta terça-feira, 22, durante uma coletiva de imprensa concedida pelo Pontifício Conselho para a Família, no Vaticano.



Como explica o próprio autor, na primeira parte do livro, são apresentados e comentados os conhecimentos disponíveis no âmbito internacional. Já na segunda parte, são apresentados os resultados de uma pesquisa científica que, em 2011, entrevistou 3500 pessoas entre 30 e 55 anos.



“No geral, a pesquisa mostra que a separação da família normo-formada (aquela composta por um marido e uma esposa, em união pública e estável com os próprios filhos) e sua desconstrução não melhoram a condição de existência das pessoas, e em muitos casos piora”, esclarece Donati.



Segundo o sociólogo, a família pode ser articulada de muitos e diversos modos na vida cotidiana, mas colocá-la em dúvida e despotencializá-la, significa tornar as pessoas fracas e passivas de respeito à sociedade, que deve assisti-las, em vez de torná-las autores, agentes que geram o capital humano e social desta mesma sociedade.



"Como o leitor poderá contar lendo o texto, esta pesquisa é uma ‘viagem dentro e em volta do genoma social da família’, uma redescoberta das razões pelas quais a família é, e permanece sendo, a fonte e a origem da sociedade”, destaca o pesquisador.



Em síntese, a obra demonstra que a família é uma fonte para a sociedade porque gera virtudes sociais e que isso se realiza quando a família vive segundo a ética do dom.



“A relação familiar gera um clima caracterizado pela confiança, cooperação, reciprocidade, na qual crescem as virtudes pessoais e sociais. Sem o clima próprio da família, as virtudes pessoais e sociais tornam-se mais difíceis e, às vezes, é impossível aprender isso e colocar em prática”, enfatiza Pierpaolo Donati.